Adolescente mata mãe com marreta após pedir dicas a IA

27/03/2026

Segundo as investigações, Tristan Roberts, de 18 anos, consultou o DeepSeek sobre armas e planejou o crime por três semanas antes de agir

Tristan Roberts, de 18 anos, matou a própria mãe, Angela Shellis, de 45, após planejar o crime por semanas, com auxílio de respostas obtidas no chatbot de inteligência artificial DeepSeek, no País de Gales, utilizando ferramentas compradas legalmente após atingir a maioridade, motivado por sentimentos declarados de ódio e vingança. A informação é do NY Post. 

Polícia do Norte do País de Gales Angela Shellis, de 45 anos, foi morta pelo próprio filho após semanas de planejamento do crime
Polícia do Norte do País de Gales Angela Shellis, de 45 anos, foi morta pelo próprio filho após semanas de planejamento do crime

A vítima foi mantida sob controle por horas antes de ser levada a uma área de reserva natural, onde sofreu golpes fatais na cabeça. Após o crime, o acusado tentou apagar vestígios de sangue e utilizou o celular da mãe para responder mensagens de familiares, com o objetivo de despistar suspeitas.

Antes do ataque, em outubro de 2025, ele registrou em áudio a decisão de cometer o crime, indicando que colocaria o plano em prática naquela noite. "Este é o momento, vamos fazer isso", afirmou Roberts na gravação.

Após a ação, ele também descreveu a experiência em outro registro, ao relatar o impacto do que havia feito. "Aquilo foi assustador, pareceu algo fora da realidade", disse Roberts.

As investigações apontaram que o jovem havia criado um alter ego e publicado mensagens em redes sociais relatando a agressão.

Durante o processo, a promotoria detalhou que o acusado pesquisou previamente formas de cometer o crime. Ao recorrer ao chatbot, ele tentou obter orientações sob o pretexto de estar escrevendo um livro. O sistema inicialmente recusou a solicitação, mas apresentou comparações entre possíveis armas.

O promotor destacou que a interação incluiu orientações gerais sobre os meios utilizados. "O chatbot sugeriu que um martelo poderia ser mais eficaz para alguém sem experiência e apresentou vantagens e desvantagens", afirmou o promotor Andrew Thomas.

Antes do assassinato, o jovem aguardou completar 18 anos para adquirir legalmente os objetos utilizados. Segundo relatos apresentados em tribunal, a vítima demonstrou preocupação com o comportamento do filho nas semanas anteriores.

Na sentença, o juiz apontou a gravidade da conduta e o grau de controle exercido sobre a vítima. Ao contextualizar a decisão, ele destacou a brutalidade do crime e a relação familiar envolvida. "Foi, sob qualquer perspectiva, uma forma verdadeiramente terrível de morrer", afirmou o juiz Rhys Rowlands.

O magistrado também ressaltou o vínculo entre vítima e agressor ao comentar o caso. "Torna-se ainda mais grave pelo fato de o agressor ser o próprio filho, alguém por quem ela demonstrava cuidado", acrescentou Rowlands.

O réu se declarou culpado e foi condenado a uma pena mínima de 22 anos de prisão. 

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