Caso Orelha: laudo da exumação e novas apurações são finalizados

25/02/2026

Material foi enviado ao Ministério Público, que vai analisar os documentos e decidir os próximos passos do processo que tramita sob sigilo

Novas apurações complementares solicitadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), incluindo um laudo de exumação do cão Orelha, foram finalizadas pela Polícia Civil de Santa Catarina, na sexta-feira (20).

Os cães Orelha e Caramelo foram vítimas de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis, no início do ano.

Além das 35 novas medidas, outros 26 atos de investigação foram realizados, totalizando 61 diligências.

O laudo da exumação de Orelha foi finalizado e enviado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que havia apontado lacunas na investigação anterior. O material será analisado pela 10ª Promotoria de Justiça da Capital, na área da Infância e Juventude, e pela 2ª Promotoria de Justiça da Capital, na área criminal.

Segundo a Polícia Civil, 15 policiais civis e cinco peritos participaram diretamente das novas etapas da investigação.

O conteúdo dos documentos não foi divulgado, porém, em nota ao iG, a Polícia Civil afirmou que as novas medidas "reforçam e corroboram as conclusões iniciais dos procedimentos policiais".

A imprensa procurou o MPSC para confirmar o andamento da análise e os próximos passos do processo, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Pedido de aprofundamento

Em 10 de fevereiro, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu que a investigação fosse aprofundada, incluindo a exumação do corpo de Orelha para um novo exame.

A 2ª Promotoria informou que precisava de mais esclarecimentos para verificar se houve ameaça ou pressão contra testemunhas no caso da morte do animal. Por isso, solicitou novos depoimentos. Também pediu que o processo voltasse a tramitar em sigilo, já que há adolescentes envolvidos.

No inquérito anterior, apresentado ao MPSC, a Polícia Civil pediu a internação de um adolescente pela morte de Orelha e indiciou três adultos por coação de testemunha.

No caso do cão Caramelo, quatro adolescentes foram responsabilizados por ato infracional. Ao todo, oito adolescentes foram investigados. Os nomes não foram divulgados, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Relembre o caso

Orelha era um cão comunitário, com cerca de 10 anos, que vivia na Praia Brava, em Florianópolis, no litoral de Santa CaNo dia seguinte, por causa da gravidade dos ferimentos, o animal foi submetido à eutanásia por um médico-veterinário. Assim, o caso ganhou repercussão em todo o país.

De acordo com a Polícia Civil, os pais de dois dos adolescentes e o tio de um deles são suspeitos de intimidar testemunhas e tentar atrapalhar a apuração. Os três foram indiciados.

No mesmo episódio, o cão Caramelo também teria sido vítima de maus-tratos por um grupo de adolescentes, mas sobreviveu.tarina. Ele foi agredido no dia 04 de janeiro por quatro adolescentes, segundo a investigação.