Chefe de operação anti-imigração é transferido após nova morte

A decisão de transferi-lo da cidade acontece dois dias após a morte de Alex Pretti, um enfermeiro de UTI de 37 anos, no sábado (25)

Gregory Bovino, o agente da Patrulha da Fronteira, responsável pela operação anti-imigração em Minneapolis, foi retirado do seu cargo na cidade, nesta segunda-feira (26), e deverá deixar Minnesota, segundo informações de funcionários do governo americano. As informações são do The New York Times.
A decisão de transferi-lo da cidade acontece dois dias após a morte de Alex Pretti, um enfermeiro de UTI de 37 anos e nacionalidade americana, no sábado (25). Os pais acusaram policiais de matar seu filho sem justa causa e o governo Trump de espalhar mentiras sobre o incidente.
Bovino teria feito uma alegação infundada de que um homem morto a tiros por agentes federais planejava "massacrar" policiais. Além do chefe de operações, outros agentes federais na cidade também devem começar a deixar a cidade na terça-feira (27), disse o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, após uma ligação telefônica com o presidente Trump na segunda-feira, sem fornecer detalhes.
Ainda de acordo com a reportagem, Trump afirmou que enviaria o czar da fronteira da Casa Branca, Tom Homan, a Minnesota para supervisionar as operações no local. O presidente chegou a dizer em uma publicação nas redes sociais uma "conversa muito boa" com o governador Tim Walz — a quem ele também culpou pelo tiroteio.

Em resposta, o gabinete Walz disse que a chamada telefônica foi "produtiva" e afirmou que ela abordou tópicos não mencionados por Trump como os esforços para garantir investigações independentes sobre as mortes do Pretti e de Renee Good, que foi morta a tiros por um agente em 7 de janeiro, e a possibilidade de reduzir o número de agentes federais destacados para o estado.
A Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, afirmou que várias investigações sobre o assassinato de Pretti estavam em andamento, inclusive pelo Departamento de Segurança Interna, mas não mencionou nenhuma investigação conduzida por alguém que não esteja subordinado às agências sob investigação.


