Coreia do Norte dispara ao menos dois mísseis em direção ao mar

Lançamento foi feito em meio a negociações entre Estados Unidos e Coreia do Sul sobre postura norte-coreana; Japão também está em alerta

A Coreia do Norte lançou pelo menos dois mísseis balísticos em direção ao mar nesta terça-feira (27). Os detalhes estão sendo analisados em cooperação entre o Japão, os Estados Unidos e a Coreia do Sul. A informação é de que eles tenham caído perto da costa leste da Coreia do Norte, fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Japão. Até o momento não há relatos de danos.
Segundo o Ministério da Defesa do Japão, o primeiro míssil foi lançado por volta das 15h50 e voou por aproximadamente 350 km, atingindo uma altitude máxima perto de 80 km. O outro foi lançado por volta das 16h e voou por aproximadamente 340 km, atingindo uma altitude máxima de cerca de 70 km.
O governo da Coreia do Sul também confirmou o disparo dos mísseis. O lançamento ocorre em meio negociações entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul sobre a postura de defesa contra a capital norte-coreana, Pyongyang.
"Nossas forças armadas mantêm um firme estado de prontidão, ao mesmo tempo que compartilham informações sobre mísseis balísticos norte-coreanos com os Estados Unidos e o Japão, em meio a uma vigilância reforçada contra novos lançamentos", afirmou o Governo sul-coreano em seu portal de notícias.
O Ministério da Defesa do Japão afirmou que as ações da Coreia do Norte ameaçam a paz e a segurança do Japão.
"A série de ações da Coreia do Norte, incluindo os repetidos lançamentos de mísseis balísticos, ameaça a paz e a segurança do Japão, da região e da comunidade internacional. Além disso, esses lançamentos de mísseis balísticos violam as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança da ONU e representam um sério problema para a segurança do povo japonês. O Japão apresentou um forte protesto contra a Coreia do Norte e condenou veementemente essas ações", diz o trecho do comunicado.
Além disso o órgão reafirma trabalhar em cooperação com os Estados Unidos e a Coreia do Sul e que vai continuar a manter monitoramento para possível eventos.



