Defesa afirma que Bolsonaro não teve acesso a vídeo do filho

31/03/2026

Manifestação foi uma resposta a Alexandre de Moraes, que deu 24 horas para ex-presidente explicar possível descumprimeto de medidas cautelares

A defesa de Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (30) que o ex-presidente não teve ciência prévia da gravação feita por seu filho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

A manifestação foi uma resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF), após o ministro Alexandre de Moraes dar prazo de 24 horas para Bolsonaro explicar o suposto acesso ao vídeo, durante o cumprimento da prisão domiciliar.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Ele está em prisão humanitária domiciliar, por um período de 90 dias, desde que teve alta no Hospital DF Star, na última sexta-feira (27). O ex´-presidente ficou internado para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana bilateral, diagnosticada na unidade prisisonal da Papudinha, onde ele cumpria pena.

Na prisão domiciliar, Bolsonaro está proibido de utilizar celulares ou qualquer outro de meio comunicação externa direta ou por meio de terceiros.

O pedido de explicações ocorreu após Eduardo Bolsonaro afirmar, em publicação nas redes socais, que enviaria ao seu pai a gravação da participação dele em um evento de políticos de direita nos Estados Unidos.  

"Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai"

Os advogados de defesa afirmaram ao STF que Bolsonaro não teve participação no episódio, que foi feito por um "terceiro", e que o ex-presidente cumpre integralmente as regras da prisão domiciliar.

O peticionário vem observando de forma rigorosa, integral e permanente todas as condições fixadas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, especialmente as vedações relativas ao uso de aparelhos de comunicação, utilização de redes sociais e gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros, comprometendo-se a permanecer em absoluto cumprimento dessas e das demais medidas impostas"

Garantiu também que ele não teve contato com terceiros durante período em que passou a cumprir domiciliar.  

E ressaltou não haver "qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o peticionário, tampouco gravação reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária".

Após encerrado os 90 dias, Moraes determinou que nova análise seja realizada, inclusive com laudos médicos

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