Delegada chora ao falar do feminicídio de comandante da GM
Dayse Pereira foi morta a tiros, na madrugada desta segunda-feira (23), pelo ex-namorado, o PRF Diego Oliveira de Souza, em Vitória, capital capixaba

A delegada Michele Meira, Gerente de Proteção à Mulher da Secretaria de Segurança Pública (SESP) do estado do Espírito Santo, se emocionou, durante coletiva de imprensa, ao falar sobre a morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Pereira, que morreu na madrugada desta segunda-feira (23).
Ela foi assassinada com pelo menos quatro tiros na cabeça, disparados pelo ex-namorado, o policial rodoviário federa l Diego Oliveira de Souza. Em seguida, o PRF tirou a própria vida.
Em vídeo divulgado pela SESP, Michele, que trabalhou com a vítima dá entrevista, muito emocionada.
A coletiva de imprensa foi organizada pela Sesp, por meio da Gerência de Proteção à Mulher (GPM) e do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Espírito Santo.
As autoridades responsáveis pelo caso, entre elas a delegada Michele Meira, falaram sobre a investigação do feminicídio.
"Acho que essa entrevista é a mais difícil que eu já fiz em toda a minha carreira. Um dia triste para nós aqui no estado", disse a delegada, com a voz embargada.
E prosseguiu: "A gente recebe essa notícia com muita indignação e tristeza. E a gente manifesta os nossos sentimentos aos familiares, aos amigos, aos colegas de trabalho. Eu tive a oportunidade de conviver um pouco com a comandante. Participamos de algumas ações juntas de enfrentamento à violência contra a mulher", lembrou.
Para a delegada, o caso revela a importância das autoridades olharem também para as mulheres que trabalham na segurança pública e que podem estar sofrendo violência doméstica caladas.
"Por muitas vezes essas mulheres se sentem envergonhadas, com medo da repercussão nas suas carreiras, e acabam não buscando ajuda", alertou.
Segundo a Polícia Civil, depois do crime, familiares e testemunhas relataram que Dayse havia terminado recentemente o relAlém disso, a família disse que havia histórico de perseguição e ameaças. No entanto, não havia nenhum registro dessas ocorrências, segundo os policiais.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública colocam o Brasil entre os países com mais feminicídios do mundo.acionamento com o policial, que era ciumento e possessivo.




