Emirado Árabes prendem 25 pessoas por publicar vídeos da guerra

16/03/2026

Autoridades acusam suspeitos de espalhar conteúdo que poderia causar pânico ou divulgar informações sensíveis durante ataques na região

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos divulgaram fotos de 25 pessoas presas por compartilhar vídeos relacionados à guerra no Oriente Médio nas redes sociais. Segundo o Daily Mail, os suspeitos serão submetidos a um julgamento acelerado por supostamente publicar conteúdo considerado enganoso em plataformas digitais.

De acordo com a procuradoria do país, o material divulgado poderia provocar pânico na população ou revelar informações sensíveis sobre os sistemas de defesa durante os ataques.

Segundo o procurador-geral Hamad Saif Al Shamsi, os detidos foram divididos em três grupos. O primeiro é acusado de publicar vídeos reais que mostrariam interceptações de mísseis e drones. As autoridades afirmam que esse tipo de conteúdo poderia gerar ansiedade na população e expor capacidades militares do país.

O segundo grupo teria divulgado vídeos gerados por inteligência artificial ou imagens de ataques ocorridos fora dos Emirados Árabes Unidos. Já o terceiro é acusado de publicar conteúdos que exaltariam um "Estado hostil", o que, segundo o governo, prejudicaria os interesses nacionais.

A repressão ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, iniciado após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro.

As autoridades afirmam que vêm monitorando intensamente as redes sociais para impedir a disseminação de informações falsas ou material que possa provocar desordem pública.

Além das 25 prisões recentes, a polícia informou que dezenas de outras pessoas também foram detidas por filmar ou compartilhar imagens de ataques. Somente em Abu Dhabi, 45 indivíduos foram presos, enquanto em Dubai ao menos 21 pessoas foram detidas, incluindo um turista britânico de 60 anos acusado de gravar mísseis durante um ataque.

Segundo a polícia local, compartilhar rumores, informações não confirmadas ou imagens de locais atingidos pode resultar em punições criminais, incluindo prisão e multas que podem chegar a 200 mil dirhams (cerca de R$ 300 mil).

As autoridades também alertaram que fotografar ou divulgar imagens de instalações sensíveis, como prédios governamentais ou locais estratégicos, é proibido por lei no país.