Ex-Power Ranger é preso após roubar 43 casas

04/02/2026

Artista usou preparo físico de cenas de ação para invadir dezenas de imóveis, acumulando grande prejuízo e um dos casos mais inusitados do país

Um nome dos bastidores da televisão japonesa acabou ganhando fama por um motivo bem diferente do esperado. Yasutomo Ihara, dublê que participou de produções ligadas à franquia Power Rangers, foi preso após ser identificado como responsável por uma série de furtos a residências no Japão.

De acordo com a polícia local, Ihara invadiu 43 casas ao longo de sua sequência de crimes. O que mais chamou a atenção das autoridades foi a forma como ele conseguia entrar nos imóveis: usando justamente as habilidades físicas que desenvolveu ao longo da carreira em cenas de ação.

Durante as investigações, o dublê confessou que aplicava técnicas de escalada, equilíbrio e agilidade corporal, comuns em treinamentos para gravações de sequências perigosas, para ultrapassar muros e acessar áreas residenciais sem ser percebido. A destreza, que normalmente serviria para entreter o público nas telas, foi usada para cometer os delitos de maneira silenciosa e rápida. 

O caso veio a público em 2014, ano em que Ihara foi detido. Segundo estimativas divulgadas na época, o prejuízo causado às vítimas chegou à casa dos milhões de ienes, resultado de objetos de valor levados das propriedades invadidas.

As autoridades destacaram que o criminoso agia sozinho e preferia locais onde pudesse explorar rotas de entrada pelos fundos ou por pontos altos das construções. A experiência como dublê, acostumado a movimentos precisos e controle do próprio corpo, teria sido determinante para o sucesso das invasões por um longo período sem levantar suspeitas imediatas.

Mesmo passados cerca de dez anos desde a prisão, o episódio continua sendo lembrado no Japão como um dos mais curiosos envolvendo profissionais da indústria do entretenimento. O contraste entre a imagem de alguém ligado a produções de ação e heroísmo e a prática de crimes patrimoniais ajudou a transformar a história em um caso marcante da crônica policial japonesa.

Além do aspecto inusitado, o episódio também gerou debates na época sobre como habilidades especializadas podem ser usadas de forma indevida fora do ambiente profissional. No fim, o que começou como talento para cenas arriscadas terminou registrado como um dos episódios mais peculiares ligados aos bastidores da TV no país.