Ex-secretário é denunciado por exigir propina e lavar dinheiro em cidade do Paraná

19/01/2026

Ex-servidor atuava no município de Marquinho, na região Centro-Sul do Estado

O Ministério Público do Paraná apresentou denúncia contra um ex-secretário de Finanças do município de Marquinho, na região Centro-Sul do Estado, por crimes de concussão e lavagem de dinheiro. A acusação foi formalizada na sexta-feira, 16 de janeiro, após investigações que apontaram que o ex-gestor teria exigido propina de empresários que mantinham contratos com a prefeitura.

As apurações foram conduzidas pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com o Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), dentro da chamada Operação Arrendo.

Investigação aponta exigência de vantagens indevidas

Segundo o Ministério Público, o então secretário usava o cargo para exigir pagamentos ilegais de empresários que prestavam serviços ao Município de Marquinho. O crime de concussão ocorre justamente quando um agente público solicita ou impõe vantagem indevida em razão da função que ocupa.

A investigação indica que, ao longo do período entre 2021 e 2025, o patrimônio do ex-secretário teve um crescimento de cerca de R$ 520 mil, valor considerado incompatível com os rendimentos declarados no mesmo intervalo, que somaram aproximadamente R$ 221 mil em ganhos brutos.

Sete crimes e mais de R$ 50 mil em propina

Na denúncia apresentada à Justiça, o Ministério Público atribuiu ao ex-secretário sete crimes de concussão. De acordo com os autos, as exigências de propina teriam alcançado, no mínimo, R$ 50 mil.

Além disso, o ex-gestor também foi denunciado por lavagem de dinheiro. Conforme a apuração, ele teria tentado esconder a origem dos valores ilícitos por meio da aquisição de bens, como veículos e gado, com o objetivo de dissimular o dinheiro obtido de forma irregular.

MP pede perda de valores obtidos ilegalmente

Com o oferecimento da denúncia, o Ministério Público do Paraná solicitou à Justiça que o ex-secretário seja condenado não apenas pelos crimes, mas também à perda dos valores obtidos com a prática da concussão e de todo o montante que foi acrescido ilegalmente ao patrimônio durante o período investigado.

O caso agora segue para análise do Judiciário, que vai decidir sobre o recebimento da denúncia e o andamento da ação penal.