Florianópolis lidera consumo de maconha entre estudantes

27/03/2026

Pesquisa do IBGE sobre o uso de drogas ilícitas entre estudantes de escolas de 13 a 17 anos no Brasil foi divulgada nesta quarta-feira (25);

Florianópolis é a capital brasileira com maior índice de consumo de maconha entre estudantes de 13 a 17 anos. O número, relativo ao uso da droga dentro dos últimos 30 dias, chegou a 7,5%, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024. Os resultados foram divulgadosna quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A segunda capital com maior uso de maconha é Porto Alegre, com 5,5%.

A capital catarinense também fica na primeira posição em relação ao uso precoce de drogas ilícitas entre jovens de 13 anos ou menos, com 15,6%, bastante acima da média geral entre capitais, que ficou em 9,4%.  

Escola pública x privada

Quando se compara o uso de ilícitos nas redes privada e pública, Florianópolis mantém o mesmo padrão encontrado na pesquisa como um todo, seja em capitais ou no Brasil inteiro: os jovens de rede pública experimentaram mais do que os de rede privada.

Em Florianópolis, 18% dos alunos de rede pública experimentaram drogas ilícitas, contra 11,6% da rede privada. Dentre as capitais, esse índice fica em 10,6% (pública) para 6,4% (privada).

Meninos e meninas

Outro dado que se destaca em Florianópolis vai em sentido oposto ao padrão do país: mais meninas experimentaram ilícitos (17%) do que meninos (14,3%), de acordo com o IBGE. No país, essa tendência é maior entre o sexo masculino, com 8,4%, contra 8,1% do feminino.

Além disso, elas também iniciaram o uso mais cedo: 6,1% das estudantes experimentaram alguma droga com 13 anos ou menos, enquanto, nos meninos, 3,7% assim o fizeram.

Resumo dos achados

Florianópolis é a capital com o maior percentual de adolescentes que já experimentaram drogas ilícitas alguma vez: 15,6%, quase o dobro da média das demais capitais (9,4%) e do Brasil (8,3%).

No recorte por maconha nos últimos 30 dias, a cidade também lidera entre as capitais do Sul: 7,5%, contra 5,5% de Porto Alegre e 3,7% de Curitiba. No Brasil o índice é de 3,3%.

Dado incomum sobre gênero: em Florianópolis, as meninas (17%) experimentaram drogas ilícitas em proporção maior que os meninos (14,3%). O padrão nacional é oposto (homens geralmente superam mulheres nesses indicadores).

Escola pública x privada: 18% dos alunos de escolas públicas de Florianópolis já experimentaram drogas ilícitas, contra 11,6% das escolas privadas, diferença expressiva de 6,4 pontos percentuais. 

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