Golpe usa nomes de Lula e Alexandre de Moraes em mandados falsos

06/02/2026

Documentos forjados foram inseridos no BNMP e no sistema do TJ de Goiás

Fraudes cibernéticas levaram à inserção de mandados de prisão falsos em sistemas oficiais do Judiciário brasileiro, incluindo o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e processos digitais do Tribunal de Justiça de Goiás.

Os documentos simulavam decisões judiciais e usavam indevidamente nomes de autoridades públicas.

O esquema é investigado desde que registros fraudulentos foram identificados em plataformas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Judiciário goiano, com indícios de atuação interestadual.

As apurações indicam que os fraudadores conseguiram inserir ordens falsas de prisão e peças processuais forjadas no PROJUDI, sistema eletrônico do Judiciário de Goiás, atribuindo decisões inexistentes a magistrados e tribunais.

Entre os nomes usados indevidamente estavam o do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva; e o de um ministro que também ocupa a vice-presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), em articulação com o Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de Goiás.

A apuração conta ainda com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e da Polícia Civil do Distrito Federal.

Segundo os investigadores, a ofensiva tem como objetivo identificar os responsáveis pelas inserções ilegais e apurar se o esquema foi usado para gerar constrangimentos, extorsões ou outros crimes a partir da falsa aparência de ordens judiciais legítimas.

Até o momento, não há informação oficial sobre prisões ou prejuízo financeiro direto causado pelas fraudes.