Governo iraniano adia execução de Erfan Soltani

Enforcamento do manifestante estava marcado para esta quarta (14); mais cedo, Trump afirmou em entrevista que matança havia parado no Irã

A ONG Hengaw, ligada à população de etnia curda no Irã, informou que o governo iraniano adiou a execução do manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, que estava marcada para esta quarta-feira (14).
Soltani foi preso na última quinta (8), em sua casa, na cidade de Karaj, e condenado à morte por sua participação nos protestos contra o regime liderado por Ali Khamenei.
A onda de manifestações começou a 17 dias e já provocou mortes e prisões de milhares de pessoas.
A ONG informou que a notícia do adiamento foi dada por familiares do manifestante.
"Em conversas com familiares de Irfan Soltani, a Hengaw apurou que a sentença de morte de Irfan Soltani, que havia sido anunciada anteriormente à sua família e seria executada na quarta-feira, não foi cumprida e foi adiada", comunicou a Hengaw.
Com internet e linha telefônicas cortadas no Irã, o destino de Irfan Soltani era desconhecido até a manifestação da ONG.
O caso atraiu atenção mundial, o que pode ter influenciado na decisão do regime iraniano.
"Fonte confiável"
Um pouco antes do anúncio do adiamento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em coletiva de imprensa na Salão Oval da Casa Branca, afirmou ter sido informado por fonte confiável que as mortes e execuções no Irã haviam parado.
"Não há planos para execuções", afirmou Trump, sem dar detalhes.
Antes, na terça-feira (13), quando questionado sobre o anúncio do enforcamento de Irfan Soltani, o presidente dos Estados Unidos ameaçou o Irã de "medidas duras", em caso de execuções de manifestantes.
A sentença de Soltani é Moharebeh — que pode ser lida como "ódio contra Deus".
O Irã é conhecido por executar centenas de pessoas por esse crime.


