Incêndios no Chile matam 19 e forçam evacuações em massa

20/01/2026

Ondas de calor e ventos fortes mantêm focos ativos no centro-sul do país; 325 casas foram destruídas e mais de 20 mil hectares queimados

Incêndios florestais no centro-sul do Chile deixaram ao menos 19 mortos e levaram o governo a ordenar evacuações em massa nesta segunda-feira (19).

O fogo segue ativo em quase duas dezenas de focos, impulsionado por calor extremo e ventos fortes, segundo autoridades à Reuters.

Apesar de condições noturnas mais favoráveis terem ajudado a conter parte dos incêndios, os maiores permaneciam fora de controle.

Alertas de calor extremo cobrem áreas do centro e do sul do país, com previsão de temperaturas de até 37 °C ao longo do dia.

O ministro da Segurança, Luis Cordero, afirmou que a principal preocupação é o surgimento de novos focos.

"A previsão que temos hoje é de altas temperaturas", disse em coletiva.

Mortes e destruição

A maioria das vítimas foi registrada em Penco, cidade costeira ao norte de Concepción.

Moradores passaram a manhã vasculhando escombros enquanto bombeiros combatiam chamas nas proximidades.

As autoridades informaram que 325 casas foram destruídas e outras 1.100 seguem em avaliação.

"Tive que tomar a decisão de sair do meu apartamento em Penco e evacuar com meus filhos e animais de estimação, apenas esperando que Deus protegesse meu prédio", disse uma moradora no X.

Estado de calamidade

A agência florestal CONAF informou que equipes enfrentam 26 incêndios em todo o país.

Os maiores estão nas regiões de Ñuble e Biobío, onde o presidente Gabriel Boric decretou estado de calamidade pública.

Até agora, mais de 20.000 hectares foram devastados, área aproximada à da cidade de Seattle.

O maior incêndio já ultrapassou 14.000 hectares nos arredores de Concepción e ameaça a prisão de Manzano e a cidade de Tomé, ao norte.

O Chile e a Argentina iniciaram o ano sob ondas de calor prolongadas.

No começo de janeiro, incêndios na Patagônia argentina queimaram cerca de 15.000 hectares.