JOVEM MORRE LINCHADO POR CRIME QUE NÃO COMETEU, EM PONTA GROSSA

30/01/2026

O caso de um jovem de 23 anos que morreu no início desta semana em Ponta Grossa (região dos Campos Gerais do Paraná) entrou na mira da Polícia Civil do Paraná (PCPR). Segundo a corporação, ele teria sido agredido por uma suposta vingança relacionada a um crime que ele não cometeu. 

O jovem em questão, Deivison Andrade de Lima, foi acusado de homicídio por familiares de Kelly Cristina Ferreira de Quadros, encontrada morta no dia 16 de janeiro. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29) pelo investigador Luis Gustavo Timossi ao jornal Meio Dia Paraná, da RPC. Procurada, a Polícia Civil confirmou que o jovem conhecia a vítima, mas não teve envolvimento no crime.

O caso

Deivison foi agredido no dia 18, um domingo, dois dias após a morte de Kelly. No mesmo dia, ele foi internado em um hospital de Ponta Grossa. Mas morreu após oito dias internado, no último dia 26, devido aos ferimentos. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a identidade de nenhum suspeito das agressões e se teriam alguma relação com a família de Kelly.

A PCPR identificou suspeito do assassinato de Kelly a partir de imagens de câmeras de segurança. Ainda segundo apurado pela TV Globo em Ponta Grossa, um homem de 43 anos foi preso pelo crime, após ser identificado por policiais em imagens que o registraram caminhando com a vítima em direção ao local onde o corpo dela foi encontrado.

Inicialmente, o homem negou envolvimento no crime, mas confessou o homicídio após ser confrontado com provas na última semana. A corporação acredita que o assassinato de Kelly foi motivado por um desentendimento durante o consumo de entorpecentes. O suspeito afirmou em depoimento ter usado um pedaço de madeira e uma pedra para golpear a vítima, e indicou onde descartou pertences e roupas com sangue, que foram apreendidos para perícia.

A reportagem tenta localizar a família de Deivison e Kelly. O espaço segue aberto para futuras manifestações dos familiares.