Lula conversou no sábado (3) com presidente interina da Venezuela

06/01/2026

A ligação foi feita logo após os ataques militares dos EUA contra o país sul-americano; Delcy Rodríguez tomou posse do cargo nesta segunda-feira (5)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou durante a manhã do último sábado (3), por telefone com Delcy Rodríguez. A ligação ocorreu momentos após os ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela. Delcy até então ocupava o cargo de vice-presidente do país sul-americano. A informação foi dada pelo Palácio do Planalto.

A conversa foi descrita por fontes do Planalto como "super rápida". Lula buscava confirmar as informações divulgadas pelo governo dos EUA sobre a prisão de Maduro, o que foi confirmado por Delcy Rodríguez, embora ela ainda não tivesse detalhes sobre o paradeiro do ditador deposto.

Após os ataques militares dos Estados Unidos em Caracas, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência da Venezuela, com as Forças Armadas do país a reconhecendo como chefe de Estado desde domingo (4).

Delcy tomou posse formalmente perante o Parlamento nesta segunda-feira (5), no Salão Tríptico da Assembleia Nacional. Em seu discurso, mencionou a captura de Maduro e Flores e se comprometeu a proteger a nação como livre, soberana e independente, além de prometer paz econômica, política e social à população.

Brasil condena ataques dos EUA

Durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, o Brasil condenou os ataques realizados em território da Venezuela. O posicionamento foi feito pelo embaixador do Brasil, nesta segunda-feira (5).

De acordo com Danese, não é possível aceitar o argumento de que os fins justificam os meios.

Ele ainda afirmou que: "O Brasil rejeita categórica e firmemente a intervenção armada em território venezuelano, uma flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional".

A declaração segue a linha da nota emitida pelo governo brasileiro, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia da operação militar dos EUA.

Na ocasião, o presidente classificou a ação como uma violação grave do direito internacional. Lula ressaltou que os bombardeios e a captura do líder venezuelano ultrapassam "uma linha inaceitável" e que representam uma afronta direta à soberania da Venezuela.

No comunicado do último sábado (3), o presidente também reforçou que o episódio estabelece um precedente perigoso para a comunidade internacional.