Mais letal: conheça a nova granada usada pelo Exército dos EUA

O equipamento, chamado M111 (OHG), foi autorizado para uso completo e deve substituir a antiga Mk3A2, em serviço desde 1968

O Exército dos Estados Unidos aprovou uma nova granada de mão destinada a substituir um modelo utilizado há décadas pelas tropas. O equipamento, denominado M111 (OHG), recebeu autorização para uso completo e deverá substituir a antiga Mk3A2.
Com a aprovação, a M111 se torna a primeira granada de mão letal a receber certificação para uso pleno, desde 1968, quando o antigo equipamento entrou em serviço.
O novo armamento foi desenvolvido pelo Programa Executivo de Capacidades de Munição e Energéticos ( CPE A&E), em parceria com o Centro de Armamentos do Comando de Desenvolvimento de Capacidades de Combate ( DEVCOM) do Exército, no Arsenal de Picatinny.
Diferente da Mk3A2, cujo uso é limitado por possuir um corpo de amianto, a M111 foi projetada com uma estrutura de plástico que é totalmente consumida no momento da detonação. Essa mudança foi implementada para aumentar a prontidão operacional e de treinamento, além de oferecer maior segurança ao soldado.
O novo equipamento também permite maior capacidade de combate em ambientes urbanos confinados, ao utilizar o mecanismo de sobrepressão da explosão (BOP, na sigla em inglês), como principal mecanismo de ação, em vez da fragmentação.
Enquanto a granada de fragmentação lança estilhaços letais que podem ricochetear ou ser desviados em espaços fechados, como prédios e salas, a M111 utiliza força da onda de choque gerada pela explosão, que sofre menor interferência de obstáculos presentes nesses ambientes.
O Coronel Vince Morris, Gerente de Projetos de Sistemas de Combate Próximo, CPE A&E, afirma que: "Uma das principais lições aprendidas com os combates urbanos casa a casa no Iraque foi que a granada M67 nem sempre era a ferramenta certa para a tarefa. O risco de fogo amigo do outro lado do muro era muito alto".
"Mas uma granada que utiliza o sistema BOP pode limpar rapidamente um cômodo de combatentes inimigos, não deixando nenhum lugar para se esconderem, ao mesmo tempo que garante a segurança das forças amigas".
Uso e padronização
Segundo o Exército dos EUA, os soldados poderão utilizar diferentes tipos de granada de acordo com o cenário de combate . Em áreas abertas, a M67 continua sendo usada para maximizar o efeito dos fragmentos, enquanto em ambientes confinados a M111 permite explorar os efeitos da sobrepressão.
Outro benefício do novo projeto é a padronização. A M111 e sua versão de treinamento, a M112, utilizam o mesmo processo de armamento em cinco etapas da M67 e de sua versão de treinamento, a M69. Isso permite que os militares treinem com procedimentos idênticos aos utilizados em combate, aumentando a eficiência operacional.
Além disso, a nova granada utiliza as mesmas espoletas já empregadas na M67 e na M69. Essa padronização permite reduzir custos de produção e aproveitar economias de escala nas linhas industriais do Exército.
"Ao padronizar o processo de armamento e a espoletagem, o Exército economiza dinheiro do contribuinte sem sacrificar a letalidade no campo de batalha", diz Morris.
"Este é o tipo de reforma de aquisição que está em andamento em toda a estrutura de aquisições do Exército. Estamos aproveitando essa iniciativa para reduzir custos e, ao mesmo tempo, aumentar a eficácia em combate".



