Mendonça determina prorrogação de CPMI do INSS

24/03/2026

Sem a prorrogação, a CPMI deveria encerrar os trabalhos em 28 de março; agora com o Mandado de Segurança, a mesa deve continuar mais 120 dias

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas. Agora, o Senado Federal tem 48h para oficializar a decisão.

O mandado de segurança foi apresentado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) e pelos deputados federais Alfredo Gaspar (União-AL) e Marcel Van Hattem (Novo-RS). Eles alegam que a Mesa Diretora do Congresso se omitiu ao não processar o pedido de extensão dos trabalhos por mais 120 dias, protocolado em 19 de dezembro de 2025.

Sem a prorrogação, a CPMI deveria encerrar os trabalhos em 28 de março.

Mendonça considerou que a omissão em ler o requerimento viola o direito das minorias parlamentares, previsto na Constituição Federal, e que, uma vez preenchidos os requisitos constitucionais, o recebimento e a leitura do requerimento são atos vinculados, sem possibilidade de juízo político discricionário sobre a conveniência da prorrogação. 

Como não há vedação expressa no Regimento do Congresso, a oficialização da determinação deve ser feita no Regimento do Senado, que prevê a prorrogação automática mediante requerimento de um terço dos parlamentares.

Caso o prazo de 48 horas não seja cumprido, será interpretado como aceitação tácita do pedido, autorizando a Presidência da própria CPMI a prorrogar os trabalhos. O prazo da prorrogação, segundo a decisão, será definido pela minoria parlamentar, respeitado o limite máximo da legislatura, conforme prevê o Regimento do Senado.

O ministro também determinou a notificação da Mesa Diretora e da Presidência do Congresso Nacional para prestarem informações em 10 dias. A decisão, que já está valendo, será submetida a referendo da Segunda Turma do STF em sessão virtual. 

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