Morte do cão Orelha gera protestos em todo o país: "Justiça já"

02/02/2026

Manifestantes pedem a redução da maioridade penal e a responsabilização dos adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões

A morte do cachorro Orelha gerou uma onda de comoção e levou pessoas às ruas em diferentes regiões do Brasil neste fim de semana. Os protestos foram organizados pelo grupo "Cadeia Para Maus-Tratos", que cobra a responsabilização dos envolvidos no caso.

Em São Paulo, a concentração teve início às 10h deste domingo (1º), no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista. Já no Rio de Janeiro, foram programadas duas caminhadas: uma às 10h, no Aterro do Flamengo, e outra às 16h, em Copacabana.

Em Belo Horizonte, manifestantes se reuniram a partir das 10h na Feira Hippie. Em Florianópolis, cidade onde Orelha foi morto, o ato ocorreu no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, na região central, também às 10h.

Muitos participantes compareceram acompanhados de seus animais de estimação. Durante as mobilizações, cartazes pediam justiça e mudanças na legislação. Frases como "Quem protege o animal?", "Justiça pelo Orelha" e "Redução da maioridade penal já" foram vistas ao longo das passeatas. O caso envolve três adolescentes, apontados como participantes das agressões.

Os atos reuniram ativistas da causa animal, integrantes de coletivos de proteção aos animais, figuras públicas e representantes políticos.

Relembre o caso

Orelha era um cão comunitário de cerca de 10 anos. Ele foi agredido na Praia Brava, no litoral de Santa Catarina, no dia 4 de janeiro. De acordo com as investigações, quatro adolescentes teriam participado das agressões. No dia seguinte, o animal precisou ser submetido à eutanásia por um médico-veterinário, em razão da gravidade dos ferimentos.

O episódio causou indignação em todo o país. Segundo a polícia, pais de dois dos adolescentes e um tio de um deles são suspeitos de intimidar testemunhas e dificultar o andamento das investigações. Os três foram indiciados.