Partidos e candidatos têm 106 dias até as convenções; veja como estão as coisas no Paraná

06/04/2026

Terminados os prazo da janela partidária e da desincompatibilização de ocupantes de cargos no executivo que queiram concorrer deste ano, o calendário eleitoral reserva agora 106 dias até o começo das convenções partidárias, em 20 de julho, para que os partidos e pré-candidatos acertem alianças, consolidem nomes e viabilizem as candidaturas para as eleições de presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

No Paraná, na definição dos nomes que vão concorrer ao governo do estado, embora muitas tendências já tenham ficado claras no período da janela partidária, ainda há muita coisa a ser definida antes das convenções. 

A principal pendência no estado é a definição do futuro candidato do governador Ratinho Junior à sua sucessão. A indefinição já provocou baixas no PSD, o partido do governador, com a saída de dois pré-candidatos, o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, que foi para o MDB, e o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, que migrou para o Republicanos. Os dois ainda sonham em estar juntos – um na vaga de governador e outro na vice, ainda sem saber qual seria o quê – em uma chapa com o PSD de Ratinho. Mas estão prontos para concorrer em dupla sem o aval do governador. Seus partidos e outros tantos da atual base de Ratinho Junior ainda têm um bom caminho até decidir o que vão fazer.

Ratinho Junior, por seu lado, apesar de ter seu secretário das Cidades, Guto Silva (PSD), pronto para ocupar a vaga de candidato, ainda vem testando outros nomes. Depois que o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), se negou a deixar a prefeitura para concorrer, agora o governador e seu entorno colocaram na jogada o secretário da Segurança Pública, Coronel Hudson Teixeira. E ele parece animado. Em publicação no seu perfil do Instagram, disse que "Novos horizontes pedem missões ainda maiores". E em meio a desejos de Feliz Páscoa, inseriu sua própria mensagem: "Quando o chamado para um novo desafio bate à porta, impulsionado pela confiança de quem lidera e pelo clamor de quem busca renovação, a única resposta possível de um homem de ordem é a prontidão."

O líder das pesquisas, senador Sergio Moro, está com a vida mais tranquila. Migrou para o PL na janela partidária, vai fazer palanque para o pré-candidato do partido à presidência da República, senador Flavio Bolsonaro, ganhou o apoio do Novo e filiou novos deputados federais e estaduais. E com a indefinição de Ratinho Junior até agora, crescem os rumores de que até as convenções o governador poderia decidir-se por apoiá-lo.

Na pré-candidatura das esquerdas, do deputado estadual Requião Filho (PDT), falta garantir a adesão do PSB, que no estado é presidido pelo deputado federal Luciano Ducci, tido como aliado de Alexandre Curi. Porém, como se trata do partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, será muito difícil que o PSD do Paraná trabalhe contra o candidato apoiado pelo PT e as outras duas legendas da Federação Brasil da Esperança – o PV e o PCdoB.

Correndo por fora, o recém criado Missão, oriundo do MBL (Movimento Brasil Livre) que tem como pré-candidato a governador o advogado Luiz França, trabalha de fato para eleger deputados e abrir um bom palanque ao pré-candidato nacional, Renan Santos.

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