Polícia investiga denúncia de estupro coletivo em escola de SP

Menino de 12 anos que teria sido violentado por 4 adolescentes no banheiro da unidade de ensino do estado, no fim de fevereiro, segundo mãe da vítima
A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de estupro coletivo que teria ocorrido em uma escola estadual da Zona Norte de São Paulo, na região do Jaraguá, no último dia 27 de fevereiro.
A denúncia chegou aos policiais através da mãe da vítima, um menino de 12 anos que teria sido estuprado por quatro adolescentes no banheiro da unidade escolar.
Ela suspeitou do comportamento do filho e questionou o irmão mais velho da vítima. Ele relatou que um colega de sala teria retirado seu irmão do banheiro após notar um comportamento incomum entre os estudantes que estavam dentro do local.

Esse irmão mais velho conversou com a vítima, que acabou contando o episódio e apontou a participação de quatro alunos, do 7º ao 9º ano.
A mãe disse que o fato ocorreu na sexta-feira (27), ela tomou conhecimento no fim de semana e procurou a direção da escola na segunda-feira (2), que marcou uma reunião com os pais dos suspeitos do estupro coletivo.
Durante este encontro, um dos meninos apontados como responsável pelo crime teria ameaçado a vítima, dizendo que poderia agredi-lo caso seguisse com a denúncia.
Por meio de nota encaminhada a imprensa, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) disse que o caso foi inicialmente registrado no 46º DP de Perus como ato infracional por estupro de vulnerável e depois encaminhado para o 74º DP do Jaraguá, área dos fatos.
"A vítima será ouvida no distrito policial juntamente com a responsável para maiores esclarecimentos. Detalhes serão preservados devido à natureza criminal e por envolver menor de idade", informa a nota.

O que diz a Secretaria de Educação
A imprensa também entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP), que, por meio de nota, disse que lamenta o ocorrido e "repudia toda e qualquer forma de violência e abuso, dentro ou fora das escolas".
"A Unidade Regional de Ensino Norte 1 abrirá uma apuração sobre a conduta da gestão em relação aos fatos. Assim que recebeu a denúncia, a equipe gestora acionou o Conselho Tutelar e os responsáveis pelos estudantes. Um boletim de ocorrência também foi registrado", afirmou.
Além disso, segundo a Seduc, equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), incluindo um psicólogo, estiveram na unidade escolar para acompanhar a situação e orientar a equipe escolar.
"A URE e a escola estão à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários", conclui a nota.



