Quem é o bispo indicado para prestar assistência a Bolsonaro

Robson Rodovalho, fundador da Sara Nossa Terra, foi deputado e é amigo do ex-presidente há mais de 25 anos

Robson Rodovalho, bispo e fundador da igreja evangélica Sara Nossa Terra, foi o nome indicado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para prestar assistência religiosa enquanto ele cumpre pena. O pedido foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Rodovalho afirmou que aguarda autorização judicial para iniciar qualquer acompanhamento espiritual. Segundo ele, a relação com Bolsonaro é antiga e remonta ao período em que ambos atuaram como deputados federais, entre 2007 e 2011. O bispo disse que mantém amizade com o ex-presidente há mais de 25 anos e classificou a indicação como uma honra.
Fundada em Brasília em 1992, a igreja Sara Nossa Terra é uma denominação evangélica neopentecostal com atuação nacional e internacional.
Além da igreja, Rodovalho criou a Rede Gênesis de Televisão, a rádio Sara Brasil FM e o Conselho de Bispos e Pastores do Brasil (Concepab). Em seu site pessoal, ele afirma ter formação em Física e doutorado em ensino de física quântica e espiritualidade.
O bispo teve participação ativa na política e apoiou Bolsonaro nas eleições presidenciais. Em 2019, o então presidente participou de evento da Sara Nossa Terra em Brasília, onde foi ovacionado por fiéis. Rodovalho também descreve sua atuação como voltada à liderança, espiritualidade e formação de valores.
Segundo o bispo, em entrevista ao jornal O GLOBO, a assistência religiosa, caso seja autorizada, não segue um modelo fixo. O acompanhamento pode incluir leituras bíblicas, orações, meditação e, em alguns casos, o uso de música como ferramenta de apoio espiritual, conforme o estado emocional e físico da pessoa atendida.
"A gente monta um programa de leituras bíblicas, orações. Depende muito da situação. O objetivo é levantar a força interior da pessoa, fortalecer emoção, mente e coração. Vai depender muito do aspecto emocional e físico em que ele se encontra. É um trabalho bem ligado à fé", afirmou.
Além do acompanhamento espiritual, os advogados solicitaram remição de pena por leitura e autorização para o uso de televisão na cela. Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre os pedidos no prazo de cinco dias.



