Unesp lança graduação inédita em língua e cultura chinesas

12/02/2026

As primeiras 40 vagas serão incluídas no Vestibular Meio de Ano 2026; bacharelado terá foco em relações comerciais internacionais, com estudos no país

O Conselho Universitário da Unesp aprovou na tarde desta terça-feira (10) a criação do curso de graduação de língua e cultura chinesas, o primeiro do tipo no Brasil. As primeiras 40 vagas estarão disponíveis no Vestibular Unesp Meio de Ano 2026, com previsão de ingresso da primeira turma previsto para agosto, mês que marca o início do ano letivo na China.

O bacharelado será oferecido na Faculdade de Ciências e Letras (FCL) do campus de Assis, no período noturno, com duração mínima de quatro anos. Um dos diferenciais da graduação é a possibilidade de os estudantes cursarem os dois últimos anos na Universidade de Hubei, na China, por meio de um acordo de cooperação com aval do Ministério da Educação chinês. Os alunos terão oportunidade de obter duplo diploma, com ênfase em relações comerciais internacionais.

Segundo a professora Renata Giassi Udulutsch, diretora da FCL-Assis e uma das idealizadoras do programa, os dois primeiros anos terão prioridade no ensino da língua chinesa. Ao término desse período inicial, de 15 a 20 alunos serão escolhidos para continuar seus estudos na China, com base na proficiência no idioma, desempenho acadêmico e outros critérios estabelecidos no projeto pedagógico.

O curso oferece duas possibilidades de formação: integralmente no Brasil, com foco em tradução, ou metade do percurso na China, com ênfase em relações comerciais internacionais. O país asiático é o principal parceiro comercial do Brasil, com um fluxo de cerca de US$ 171 bilhões em 2025.

"Este é o primeiro curso neste formato na América Latina", afirma a diretora da FCL-Unesp. Entre os objetivos para criação da graduação, estão o atendimento a demandas de mercado e o alinhamento a objetivos estratégicos de internacionalização da Unesp, que foi a primeira universidade pública do país a instalar uma unidade do Instituto Confúcio, em outubro de 2008.

"A nova graduação tem uma proposta bastante inovadora, que é formar o
estudante em diferentes perspectivas de atuação, trazendo para a sociedade a formação de pessoas para este mercado Brasil-China que vem se acentuando", destaca a reitora Maysa Furlan.

"Será o primeiro curso em que teremos uma graduação compartilhada: dois anos no Brasil, dois anos na China. É uma oportunidade fantástica para os nossos estudantes, de formação e de vivência sociocultural", reforça Furlan.

O curso pretende formar profissionais com domínio da língua e da cultura chinesas, preparados para atuar em relações comerciais internacionais, tradução de textos e intercâmbio cultural, combinando formação humanística e preparo profissional.

"É um grande marco", afirma o vice-reitor Cesar Martins. "É o primeiro curso de graduação em língua e cultura chinesas na América Latina, digno da nossa inovação pedagógica e de estarmos à frente, abrindo uma nova carreira que tem um mercado fabuloso. Um profissional que pode ser um professor de ensino da língua e pode atuar nos órgãos de relações externas e no mercado de trabalho, em grandes empresas", diz.