Ataque russo mata 10 pessoas e deixa quase 100 feridos na Ucrânia

02/06/2026

Bombardeios atingiram áreas urbanas e infraestrutura ucraniana, ampliando a tensão em um conflito que já ultrapassa quatro anos

Drones e mísseis russos atingiram Kiev, Dnipro e outras cidades ucranianas na madrugada desta terça-feira (2), deixando ao menos 10 mortos e cerca de 100 feridos, segundo autoridades locais.

O ataque ocorreu após dias de alertas sobre a possibilidade de Moscou lançar uma ofensiva aérea de grande escala.

Em mais de quatro anos de guerra, a Rússia tem concentrado ataques contra a infraestrutura energética e logística da Ucrânia, enquanto Kiev intensificou neste ano as investidas contra refinarias e instalações petrolíferas em território russo. Ambos os lados negam atacar deliberadamente civis.

Ataques recentes

Na semana passada, o Kremlin afirmou que realizaria "ataques sistemáticos" contra alvos em Kiev como resposta a um suposto ataque de drone contra um dormitório na região de Luhansk, território ucraniano sob controle russo, que deixou 21 mortos. Kiev negou qualquer envolvimento na ação.

Imagens divulgadas após os bombardeios desta terça-feira mostram grandes explosões e densas colunas de fumaça sobre áreas da capital ucraniana.

Segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, em estrevista para a Reuters reveleou que, os ataques noturnos mataram quatro pessoas e deixaram 58 feridos, entre eles crianças.

Balanço dos bombardeios

Segundo a Reuters, a Rússia abateu um total de 148 drones ucranianos durante a noite, disseram agências de notícias russas, citando o Ministério da Defesa.


Ao mesmo tempo, sistemas de defesa aérea russos foram acionados para interceptar drones sobre Sebastopol, principal base da Frota do Mar Negro na Crimeia anexada por Moscou, segundo autoridades locais.

A guerra na Ucrâniadura mais de quatro anos desde o início da invasão em larga escala lançada pela Rússia, em fevereiro de 2022. As tentativas de negociação para encerrar o conflito avançaram pouco, enquanto o governo do presidente Donald Trump, tem concentrado parte de sua atenção diplomática e militar nas crises em curso no Oriente Médio.

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