Calor avança pela Europa e Alemanha registra recorde de 41,7°C

País lidera sequência de máximas históricas registradas neste fim de semana, enquanto temperaturas extremas se intensificam em diversas regiões

A onda de calor que vem surpreendendo os europeus e também impactou eventos esportivos. Durante a Maratona de Frankfurt, na Alemanha, os organizadores instalaram chuveiros ao longo do percurso para aliviar a sensação térmica e auxiliar na hidratação dos atletas, diante do calor intenso registrado na cidade.
Segundo reportagem exibida pelo Fantástico de domingo (28), as altas temperaturas continuam avançando e provocando novos recordes na Europa. Em Praga, na República Tcheca, caminhões-pipa foram adaptados como chuveiros para refrescar a população.
Na Dinamarca, os termômetros chegaram a 37°C, a maior temperatura registrada no país desde o início das medições, em 1874. Já na Alemanha, os termômetros marcaram 41,7°C, estabelecendo uma nova marca histórica.
O que revelam os números?
Segundo estimativas, cerca de 193 milhões de europeus enfrentam temperaturas superiores a 35°C. Em Paris, o calor transformou apartamentos sem climatização em verdadeiros fornos.
A reportagem revelou relatos de um morador, afirmando que o sabonete derreteu dentro de casa e que a rolha de uma garrafa de vinho começou a se soltar sozinha devido à alta temperatura."Paris não foi feita para temperaturas de 40 graus", afirmou.
No Reino Unido, o recorde para o mês de junho foi superado pelo terceiro dia consecutivo. A falta de sistemas de refrigeração agrava a situação: apenas cerca de 20% das residências na Europa possuem ar-condicionado.

Em muitos países, moradores recorrem a soluções improvisadas para enfrentar o calor, como colocar peças de roupa na geladeira antes de vesti-las.
Na Itália, 18 cidades, entre elas Roma, Florença e Veneza, permanecem em alerta máximo para temperaturas extremas. Cientistas alertam que ondas de calor como a atual estão deixando de ser eventos excepcionais e se tornando cada vez mais frequentes
Especialistas advertem
Embora o fenômeno seja impulsionado por um bloqueio atmosférico que mantém uma massa de ar quente estacionada sobre o continente por vários dias.
Especialistas alertam que estudos científicos associam o aumento na frequência e na intensidade das ondas de calor às mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global.


