Cota de gênero nas eleições e voto da mulher: como assuntos como esse ainda estão em discussão?

09/07/2026

Mulher deve votar ou não era tema de discussão 100 anos atrás. Desde 1932, no Brasil, a mulher tem direito ao voto para escolher os governantes. Como que, agora, praticamente um século depois, alguém ousa colocar uma questão dessas em discussão novamente? 

Pois, por incrível que pareça, o neto do general João Batista Figueiredo, um influencer refugiado nos Estados Unidos, com ideias da extrema direita norte-americana, joga o assunto para debate no nosso país também. E tem gente que apoia. Até mulheres!

Mas não precisamos ir tão longe para encontrar desrespeito pela mulher na política. Aqui mesmo, na nossa Câmara de Curitiba, o Tribunal Regional Eleitoral já cassou o mandato de três vereadores – todos homens – porque seus partidos fraudaram a cota de gênero na formação das chapas eleitorais.

A fraude é simples: o partido preenche a cota de pelo menos 30% de mulheres, só que elas – ou a maioria delas – não está concorrendo pra valer. Não recebe dinheiro, não faz campanha, é só um nome para "cumprir" a lei eleitoral. Mas se tem uma coisa em que a Justiça Eleitoral está prestando atenção, é nessa cota de gênero.

O Ministério Público Eleitoral explica que "A cota de gênero é uma ação afirmativa. Ou seja, uma regra que busca corrigir exclusões históricas"

Nessa questão da cota feminina também tem muita gente contra. E olha que são obrigatórias só 30% das vagas. Imagine se fosse a metade!

Share