FBI oferece US$ 200 mil por ex-agente acusada de espionagem

15/05/2026

Segundo as autoridades americanas, Monica Witt teria colocado operações de inteligência em risco ao compartilhar dados confidenciais com o Irã

O FBI anunciou uma recompensa de US$ 200 mil por informações que levem à prisão de Monica Witt, ex-agente especial da Força Aérea dos Estados Unidos e especialista em contrainteligência acusada de espionagem após supostamente compartilhar informações altamente confidenciais da inteligência americana com o Irã.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (14), o FBI afirmou que continua tentando localizar Monica Witt, que, segundo as autoridades americanas, desertou para o Irã em 2013.

Confira

"O FBI não se esqueceu e acredita que, neste momento crítico da história do Irã, alguém sabe algo sobre o paradeiro dela", disse Daniel Wierzbicki, agente especial encarregado da Divisão de Contrainteligência e Cibernética do Escritório de Campo do FBI em Washington. "O FBI quer ouvir você para que possa nos ajudar a prender Witt e levá-la à justiça."

As autoridades americanas divulgaram, por meio de canais oficiais, imagens da ex-agente procurada na tentativa de ampliar as buscas e incentivar denúncias que possam levar à localização da foragida.

Desdobramentos

Witt, uma ex-especialista em inteligência da Força Aérea dos EUA e agente especial, foi indiciada em 2019 por acusações que incluem a transmissão de informações de defesa nacional ao Irã, revelou o FBI.

O FBI disse que Witt desertou para o Irã em 2013 e supostamente forneceu informações que colocaram programas classificados dos EUA, pessoal e suas famílias em risco.

Segundo o Departamento de Justiça, Witt ingressou na Força Aérea em 1997 e saiu em 2008. Ela também foi contratada pelo Departamento de Defesa até 2010.

Posicionamento da Promotoria

Segundo os promotores, Monica Witt viajou ao Irã em 2012 para participar de uma conferência marcada por discursos contra os Estados Unidos e críticas aos "valores morais americanos".

No ano seguinte, ela retornou ao país, onde teria recebido apoio do governo iraniano, incluindo moradia e equipamentos de informática. As autoridades americanas afirmam que, a partir daí, Witt passou a colaborar com Teerã, fornecendo informações confidenciais e ajudando a coletar dados sobre ex-integrantes da inteligência dos EUA.

De acordo com a CBS NEWS, a mesma acusação de 2019 indiciou quatro iranianos por conspiração e roubo de identidade qualificado, acusando-os de ajudar Witt a coletar informações sobre seus ex-colegas do governo dos EUA.

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