Filho é preso após matar e decapitar a própria mãe em BH

23/06/2026

Mulher de 54 anos foi encontrada morta em apartamento no bairro Cachoeirinha; suspeito confessou o crime e foi levado a hospital sob escolta

Uma mulher de 54 anos foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Cachoeirinha, na região Nordeste de Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira (22). O filho dela, de 27 anos, foi preso pela Polícia Militar (PM) após confessar aos policiais que matou e decapitou a mãe. Ele estava no imóvel quando os militares arrombaram a porta e não resistiu à abordagem.

O caso foi descoberto depois que familiares e vizinhos passaram a estranhar a falta de contato com a vítima. Segundo a PM, moradores disseram que não conseguiam falar com a mulher havia cerca de três dias. A equipe chegou ao prédio por volta das 11h15, chamou pelos moradores e, sem resposta, entrou no apartamento. A vítima foi encontrada em um dos cômodos. O suspeito foi levado ao Hospital Odilon Behrens sob escolta policial.

*O texto aborda temas sensíveis, como violência doméstica e violência contra a mulher, podendo desencadear reações diversas em algumas pessoas

Equipes da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e da perícia estiveram no local para os primeiros levantamentos. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) Dr. André Roquette, onde passará por exames.

A investigação ficará a cargo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia apura a motivação do crime, as circunstâncias da morte e as condições do suspeito no momento em que a mãe foi morta.

Suspeito estava dentro do apartamento

De acordo com o sargento Gleidson Wellys da Silva, do 34º Batalhão da PM, à Record, os militares decidiram arrombar a porta após conversarem com familiares e vizinhos da vítima.

Ao entrarem no imóvel, os policiais encontraram o suspeito em pé, sem camisa e com as mãos levantadas. Ele foi contido pela equipe.

"No momento em que arrombamos a porta, nos deparamos com o autor em pé, sem camisa e com as mãos para cima. Fizemos a contenção e perguntamos onde estava a mãe dele. Ele respondeu que havia matado a mãe e que ela estava no quarto", relatou o sargento.

Segundo a PM, o homem afirmou que o crime aconteceu durante a madrugada. Ele não apresentou uma explicação clara sobre o motivo.

O comportamento do suspeito chamou a atenção da equipe que atendeu a ocorrência. Segundo o sargento, o homem parecia frio e demonstrava consciência sobre o que havia feito.

Um detalhe encontrado no apartamento aumentou a perplexidade dos policiais: depois do crime, o suspeito teria separado uma carne para descongelar, com a intenção de preparar o almoço.

"Ele estava bastante frio. A gente perguntou onde estava a mãe e ele respondeu que havia matado ela. Não demonstrou resistência e parecia ciente do que tinha feito", afirmou o policial.

O sargento disse que, em 20 anos de Polícia Militar, nunca havia atendido uma ocorrência parecida.

Disputa por imóvel e questões psiquiátricas

A motivação ainda será investigada pela Polícia Civil. Vizinhos relataram aos militares que mãe e filho vinham se desentendendo por causa do apartamento onde moravam.

Segundo o sargento, o suspeito teria voltado de Portugal há cerca de seis meses e dizia ser dono do imóvel.

"Houve uma discussão com a mãe por causa da questão da posse do imóvel. Ele se intitulava como dono do imóvel", disse o policial, com base nas informações colhidas no prédio.

Moradores também relataram que a vítima chegou a deixar o apartamento após uma discussão e foi acolhida por vizinhos por alguns dias. Até o momento, não há relato confirmado de agressões físicas anteriores.

Familiares informaram à polícia que o suspeito apresentaria problemas psiquiátricos, mas não há confirmação oficial de diagnóstico. Durante a vistoria, os militares encontraram medicamentos de uso psiquiátrico no apartamento, mas não conseguiram confirmar a quem pertenciam.

Depois de ser detido, o homem foi encaminhado ao Hospital Odilon Behrens, onde permaneceu sob escolta policial. Ele deverá ser apresentado à Polícia Civil após atendimento médico.

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