Justiça adia novamente julgamento dos acusados pela morte de Eduarda Shigematsu

Mais de sete anos após o crime, caso Eduarda segue sem desfecho na Justiça.

O julgamento dos acusados de envolvimento na morte de Eduarda Shigematsu, de 11 anos, foi adiado mais uma vez pela Justiça do Paraná. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) reagendou o júri popular para o dia 23 de junho de 2026, no Fórum de Maringá.
O caso, que ganhou repercussão nacional, apura a responsabilidade de Ricardo Seidi, pai da menina, e de Terezinha de Jesus, avó da vítima, pela morte e pela ocultação do cadáver da criança, encontrada enterrada no quintal de uma residência em Rolândia, no norte do Paraná.
Este é mais um adiamento de um processo que se arrasta desde 2019. A sessão mais recente estava prevista para ocorrer em outubro de 2025, mas acabou suspensa após a defesa alegar irregularidades relacionadas ao prazo legal para o sorteio dos jurados.
Eduarda desapareceu em abril de 2019. Dias depois, o corpo da menina foi localizado enterrado nos fundos de uma casa pertencente ao pai. Desde então, o caso mobiliza familiares, amigos e a comunidade, que aguardam o julgamento dos responsáveis.
Ricardo Seidi permanece preso desde a época do crime. Em depoimentos prestados à Justiça, ele admitiu ter ocultado o corpo da filha, mas negou ter cometido o homicídio. Segundo sua versão, ele encontrou a menina sem vida dentro da residência e, tomado pelo desespero, decidiu enterrar o corpo.
A acusação sustenta que os réus tiveram participação nos crimes investigados. As circunstâncias da morte e a responsabilidade de cada acusado deverão ser analisadas pelos jurados durante o julgamento.
A nova data foi incluída na pauta do Tribunal de Justiça do Paraná, e a expectativa é que o júri popular ocorra no próximo dia 23 de junho de 2026, após uma série de adiamentos que marcaram a tramitação do processo.


