Marcola diz não conhecer Deolane após operação contra o PCC

Líder da facção afirmou à defesa que desconhece investigados da Operação Vérnix e negou envolvimento com transportadora citada no caso

Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), afirmou não conhecer a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, alvo da mesma operação que ele na última quinta-feira (21).
Além de Deolane, Marcola também negou conhecer Everton de Souza, apontado pelas autoridades como operador financeiro da facção e preso durante a Operação Vérnix.
Segundo a defesa, Marcola demonstrou "surpresa e indignação"ao tomar conhecimento da operação e declarou não possuir relação com os demais investigados. De acordo com o advogado, o único vínculo citado por ele no caso seria o parentesco com o irmão Alejandro Camacho e os sobrinhos Leonardo e Paloma.
O advogado Bruno Ferullo afirmou ainda que Marcola negou qualquer envolvimento com a transportadora mencionada na investigação como responsável por lavar dinheiro para o PCC.
Conforme apuração do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo, Deolane teria recebido valores de uma transportadora ligada a Marcola e ao irmão dele.
A defesa também contestou a atribuição do apelido "Narigudo" ao líder da facção. Em nota divulgada anteriormente, os advogados afirmaram que a inclusão de Marcola na investigação ocorreu "única e exclusivamente por um suposto vulgo atribuído de forma equivocada em conversas de terceiros".
Marcola está preso desde 1999 e cumpre pena em presídios federais de segurança máxima desde 2019. Desde janeiro de 2023, ele está detido na Penitenciária Federal de Brasília, para onde foi transferido durante a gestão do então ministro da Justiça Flávio Dino, após suspeitas de um possível plano de fuga ou resgate.
Operação Vérnix
A Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
Ao todo, a Justiça determinou seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Também foram bloqueados 39 veículos e cerca de R$ 357,5 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.


