Médica brasileira salva passageira com parada cardíaca em voo; “pedido de socorro”

04/06/2026

Juramento cumprido. Essa médica brasileira salva a vida de uma passageira com parada cardíaca durante um voo de São Paulo para o Rio de Janeiro. 

Carolina Rossignolo Torres, de 33 anos, é ginecologista e obstetra e estava dormindo quando ouviu os pedidos de socorro dentro da aeronave. Ela achou que estava sonhando, mas era realidade.

Rapidamente, ela foi até a passageira, viu que ela estava sem pulso e começou a fazer manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). A equipe levou um desfibrilador. Depois de quatro choques elétricos e 20 minutos de reanimação, a pulsação da passageira voltou e todos comemoraram.

União para salvar

Outros profissionais da saúde que estavam a bordo também ajudaram.

Enquanto uma enfermeira e Carolina se revezavam nas compressões cardíacas, outra médica fazia ventilação boca a boca. No final deu tudo certo.

Quando o avião pousou, a mulher, de 43 anos, foi encaminhada para um hospital no Rio de Janeiro, ficou na UTI e dias depois já respirava sem ajuda de aparelhos.

Médica ia para um show

O caso aconteceu no dia 29 de abril, quando a médica ia para o show da cantora Shakira no Rio de Janeiro, mas só foi divulgado no mês passado, quando a médica recebeu a notícia boa de que a paciente havia sobrevivido e teve alta da UTI.

A dra. Carolina é de São José do Rio Preto (SP) e estava num voo da Latam que ia de Congonhas, em São Paulo, para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Carolina viajava para comemorar o aniversário de uma amiga e, também, para assistir ao show da cantora Shakira.

Alívio ao saber

A médica comemorou ao saber que a paciente já respira sem a ajuda de aparelhos.

Ela trabalha no Sistema Único de Saúde (SUS) em São José do Rio Preto há dois anos

Depois da repercussão do caso e das mensagens que recebeu Carolina diz que não se vê como heroína.

Segundo ela, a sensação inicial foi apenas a de ter cumprido a missão que assumiu ao escolher a medicina.

Em vídeo, a médica pediu que as aeronaves tenham DEA (desfibrilador externo automático) a bordo:

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