Mulher tem lábios costurados por colega de casa no Japão

Vítima ficou cerca de 24 horas sem conseguir falar, comer ou beber água e só conseguiu pedir ajuda ao fugir para uma loja próxima

Uma mulher de 42 anos teve os lábios costurados pela colega de casa, Sakurai Masae, de 49 anos, na cidade de Koga, no Japão. As informações são da emissora pública NHK.
Segundo a polícia, o caso aconteceu por volta das 13h30, no horário local (01h30 no horário de Brasília), de 29 de junho. A suspeita teria usado agulha e linha para costurar os lábios da vítima, fechando completamente sua boca.
A mulher contou às autoridades que não conseguiu fugir logo após a agressão porque tinha medo da colega de casa. Ela esperou até que a suspeita saísse da residência para conseguir escapar.
Por volta das 13h30 do dia seguinte, no horário local (01h30 no horário de Brasília), a vítima caminhou cerca de 200 metros até uma loja, usando uma máscara para esconder a boca, e entregou aos funcionários um bilhete com a frase: "me ajude".
Depois do pedido de socorro, a mulher foi levada para um hospital. Segundo a polícia, ela tinha marcas dos furos feitos pela agulha nos lábios.
Sakurai Masae foi presa em 06 de julho por suspeita de provocar lesão corporal. Segundo a emissora pública NHK, ela nega ter cometido o crime.

Discussão terminou em ataque
A vítima disse que o ataque aconteceu depois de uma discussão que teria deixado a suspeita irritada. Durante o atendimento, os policiais também perceberam que ela tinha vários hematomas nos braços e nas pernas.
Agora, a polícia investiga como era a convivência entre as duas mulheres e qual era a relação delas dentro da casa.
As duas se conheceram há cerca de dois ou três anos e moravam juntas cerca de um ano e meio. Além delas, familiares de Masae e outras pessoas também viviam na casa.
Casa tinha rotina suspeita
Um homem que conhecia Masae contou que visitou a casa uma vez e achou o ambiente estranho. Segundo ele, crianças e outras pessoas ficavam no andar de cima da casa, enquanto a suspeita ficava no andar de baixo, que estava bastante desorganizado, relatou à emissora NHK.
Um vizinho disse que a suspeita mora na região há cerca de dois ou três anos, mas quase não tinha contato com os moradores. Ele contou que, cerca de um mês antes do caso, viu uma mulher agachada no jardim da casa e achou a situação incomum.
O dono de um bar onde a suspeita trabalhou disse que ela dizia acolher jovens que não tinham onde morar ou que enfrentavam problemas. Segundo ele, a mulher também afirmava receber dinheiro por esse trabalho, mas nunca disse quanto ganhava.


