PF e CGU deflagram nova fase de operação sobre fraudes no INSS

Ao todo, 31 mandados de busca e apreensão, 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas são cumpridos em PE, PB, SP e no DF

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (27), a nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ao todo, 31 mandados de busca e apreensão, 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridos nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal.
Primeira fase da operação
A primeira fase da operação da PF e CGU foi em abril de 2025. Na época, foram cumpridos 211 mandados de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens, no valor de mais de R$ 1 bilhão, e seis mandados de prisão temporária.
A ação acontece no Distrito Federal e nos estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. De acordo com a PF, seis servidores públicos foram afastados de suas funções.
As investigações identificaram irregularidades relacionadas aos descontos de "mensalidades associativas" sobre os benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A PF apontou que as entidades investigadas cobraram de beneficiários, sem autorização, o valor estimado de R$ 6,3 bilhões, entre os anos de 2019 e 2024.


