Polícia invade sala de aula após garota ser esfaqueada por colega

Estudantes se esconderam em salas, pais se desesperaram e polícia cercou colégio após adolescente ferir colega. A vítima foi levada ao hospital
O esfaqueamento de uma adolescente dentro de uma escola mobilizou equipes policiais e provocou momentos de pânico entre alunos e professores na manhã desta quarta-feira (11) em Norwich, na Inglaterra. Um estudante de 16 anos foi detido sob suspeita de causar lesão corporal grave após atacar uma colega dentro da instituição. As informações são do Mirror.
O caso ocorreu na Thorpe St Andrew School, localizada em Laundry Lane. De acordo com a polícia de Norfolk, agentes foram acionados por volta das 10h24 após relatos de que uma estudante havia sido ferida com uma faca.
Assim que o alerta foi emitido, a escola entrou em protocolo de segurança. Professores orientaram os alunos a se esconderem sob as carteiras, desligarem os celulares e permanecerem em silêncio enquanto as portas das salas eram barricadas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram policiais armados invadindo o colégio durante a operação.

Segundo testemunhas, alguns estudantes conseguiram enviar mensagens para familiares enquanto aguardavam o fim da situação. Em um dos textos, um aluno escreveu: "Estou com muito medo". Outro relatou que só queria ir para casa.
Cerca de 100 pais e responsáveis se reuniram do lado de fora da escola após tomarem conhecimento do ocorrido pelas redes sociais. Muitos demonstraram revolta com a falta de informações oficiais durante a crise.
Um dos responsáveis, identificado como Darren Evans, disse ao jornal Eastern Daily Press que soube do incidente apenas pela internet. "Se não fosse o Facebook e as notícias, eu não teria ideia do que estava acontecendo. A última mensagem que recebi da minha filha foi há uma hora", afirmou.
Outro pai relatou o desespero de não ter notícias dos filhos. "Quando você não recebe nenhuma informação, a mente começa a imaginar o pior. Com tudo o que acontece no mundo hoje, é impossível não pensar em algo muito mais grave", disse.

As buscas pelo suspeto de esfaquear a menina
Durante as buscas, a polícia utilizou inclusive drones para localizar o suspeito, que teria fugido pulando uma cerca após o ataque. Ele permaneceu foragido por mais de uma hora até ser encontrado e detido por volta das 11h30.
De acordo com as autoridades, o jovem foi levado ao Centro de Investigação Policial de Wymondham, onde está sendo interrogado. Ele é suspeito de causar lesão corporal grave com intenção.
A vítima, uma adolescente que também estuda na escola, foi socorrida e encaminhada ao hospital. Segundo os serviços de emergência, ela sofreu apenas ferimentos leves.
Enquanto isso, alunos permaneceram confinados nas salas de aula durante toda a operação policial. Um professor contou à emissora ITV que recebeu a ordem de não sair do local com os estudantes.
" É uma daquelas situações que você treina, mas nunca imagina que realmente vai acontecer", relatou.

O pai Adam Howlett disse que ainda aguardava notícias da filha após o incidente, embora seu filho tivesse conseguido avisar que estava trancado na sala de aula.
"Mesmo quando dizem que são ferimentos leves, qualquer coisa envolvendo seu filho é assustadora", afirmou.
Outra mãe, Shantelle Taylor, disse estar "furiosa" por ter descoberto o ocorrido por meio de amigos, e não pela escola.
A Thorpe St Andrew School atende alunos de 11 a 18 anos e também possui programa de ensino avançado para adolescentes mais velhos. A instituição recebeu avaliação "boa" na inspeção educacional realizada em 2025.
Em nota, a Broad Horizons Education Trust, responsável pela escola, informou que os protocolos de emergência foram acionados imediatamente. "Nossa equipe agiu rapidamente e toda a escola entrou em confinamento, com os alunos permanecendo nas salas ao lado de seus professores", declarou.
A entidade também confirmou que uma estudante ficou ferida e está recebendo tratamento médico. "Este foi um episódio angustiante para toda a comunidade escolar. Nosso foco agora é garantir que todos os alunos recebam apoio enquanto buscamos entender exatamente o que aconteceu."
A polícia destacou ainda que o episódio não tem relação com outro incidente de ódio registrado na mesma escola na semana anterior. As investigações continuam.



